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Sem uma pronta reação das mulheres,
"objetificação" acontece no comércio local
ROBERTO MARCOS - VOX
Quinta-feira, 27/5/2021, às 7h35min - Do articulista

Em muitas discussões sobre o papel da mulher na sociedade, são explorados diversos aspectos das desigualdades que persistem entre homens e mulheres. Diferenças de oportunidades de acesso ao mercado de trabalho, disparidade salarial e acesso à esfera pública em geral são algumas dimensões onde é percebida mais fortemente a desigualdade de gênero. Em Teófilo Otoni, como apurou o VOX, esse cenário se repete, embora com menos ressonância do que merece.

Outras dimensões, no entanto, são mais subjetivas e manifestam-se na forma como as mulheres são vistas e em que medida são consideradas indivíduos autônomos, donas de seus próprios corpos. É aqui que pode estar entrando a objetificação do corpo feminino. E acreditem: isso é recorrente.

Para saber o quanto as teofilotonenses estão atentas a essa questão, o VOX conversou com algumas de suas leitoras e concluiu que, quando falamos de objetificação do corpo feminino, estamos nos referindo quase exclusivamente à banalização da imagem da mulher. Para elas, que gastam parte do seu tempo entregando currículos por uma vaga de trabalho, uma coisa está clara: a aparência das mulheres importa mais do que todos os outros aspectos que as definem enquanto indivíduos. Embora esse assunto nem seja posto à mesa, como as entrevistadas do VOX admitem, apenas 3% percebem essa estratégia social e têm consciência do quanto esse comportamento pode ser maléfico.

A objetificação, ainda que de forma sutil, está presente nos mais diversos setores desta cidade. No entanto, em Teófilo Otoni, o exemplo mais clássico é a forma como a mulher é utilizada por algumas empresas. A experiência mais aparente são os postos de gasolina, atendentes em lojas e secretárias em estabelecimentos médicos onde parece estar claro que as mulheres mais bonitas e de corpo mais atraente são as preferidas em detrimento de qualquer outro valor que poderia ser discutido.

Claro que o VOX tem absolutamente nada contra as chamadas "belas". Mas diferentemente do que disse o poeta Vinícius de Moraes (“... que me perdoem as feias, mas beleza é fundamental..”), a cidade precisa, sim, evoluir, amadurecer, avançar inclusive nesse quesito.

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